Fintechs: benefícios para os cooperados

Henrique Castilhano Vilares, Presidente do Sicoob Confederação

As fintechs são uma novidade para o mercado, que ainda está aprendendo e experimentando suas possibilidades e limites. E as cooperativas não ficam para trás nessa corrida. É uma nova forma de relacionamento e de se fazer transações, que os três maiores sistemas de cooperativas financeiras estão acompanhando e desenvolvendo soluções. Tudo o que trouxer benefícios para os cooperados será absorvido e adaptado.

O Presidente do Sicoob, Henrique Castilhano Vilares, destacou em entrevista para a revista Mundocoop, que estão sendo investidos R$ 275 milhões em tecnologia, somente em 2019. “Parte desse valor será utilizado ainda no primeiro semestre, para desenvolver soluções como o aplicativo Moob, que permitirá aos associados anunciar e fazer vendas a outros associados. E se o comprador não tiver dinheiro para pagar à vista, a cooperativa poderá financiar – tudo no mesmo aplicativo.” Segundo Castilhano, o objetivo é engajar ainda mais o cooperado e fazer com que o dinheiro circule dentro do próprio meio.

Além disso, o Sicoob está investindo em inovações com IoT (internet das coisas, como o smartwatch), Inteligência Artificial e Blockchain.

“Queremos proporcionar maior conforto, qualidade de atendimento e benefícios aos cooperados e clientes e na interconexão dos canais digitais de forma simples e eficiente”, diz Castilhano. Estes canais responderam por 73% das transações do Sicoob em 2018, sendo 45% pelo app Sicoob Mobile e 28% pelo internet banking. O Sicoob tem mais de 200 serviços que o associado pode fazer de casa ou do seu escritório, e essa mudança de perfil indica um foco de atuação de todas as cooperativas.

O vice-presidente e diretor executivo de Produtos e Negócios do Sicredi, Cidmar Stoffel, vê a tecnologia como grande aliada da inclusão financeira, com as fintechs desempenhando um papel relevante nesse movimento. “A transformação digital é uma realidade para nós e já influencia a forma como pensamos ofertas, processos internos e o nosso relacionamento com os associados”, afirma o executivo.

A Unicred, por sua vez, integra hoje o Blockchain CoLab da Unisinos (Universidade do Rio dos Sinos – RS), cujo propósito é ser um hub que conecte pessoas e dissemine conhecimentos, inspirando indivíduos e organizações a experimentarem modelos interativos de inovação. Para Fernando Fagundes, CEO da Unicred do Brasil, “as fintechs não são concorrentes e sim parceiras para termos acesso às inovações que nos aproximam ainda mais de nossos clientes.”

Fonte: Revista MundoCoop

 

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